O que você faria se soubesse que iria morrer amanhã? Sofreria um ataque cardíaco e morreria na véspera feito peru, ou com muita calma iria até a funerária mais próxima para escolher e comprar seu “pijama de madeira”, exatamente do seu agrado para pagar com cheque pré-datado para trinta dias? E faria alguma diferença se o tal pijama de madeira fosse de imbuia, cerejeira ou mogno, seja lá que tipo de madeira? Afinal de contas depois de algum tempo todos estariam do mesmo jeito, podres como você. Mas se fosse para escolher uma forma de morrer, qual seria sua melhor escolha? a) Morrer de velho. Não, nem pensar porque isso é coisa lá do passado, lá de antigamente do tempo do vovô e da vovó. Atualmente quase ninguém mais morre de velho pois existem outras maneiras, digamos, mais modernas de se morrer. Por exemplo, morrer indefeso num assalto à mão armada, onde quem paga o pato é sempre a vítima. Ou então morrer em um acidente numa rodovia qualquer dessas que matam tanto quanto uma guerra. Essa seria uma morte mais chique se você é materialista e adora andar em carro novo, bonito e potente. b) Morrer de fome. Já diziam os antigos que está tudo pela hora da morte, isso naquela época distante quando a população ainda era pouca e tinha comida para todo mundo. Podemos comparar o mundo a um bolo, que atualmente continua sempre do mesmo tamanho enquanto mais e mais fatias são necessárias, pois mais e mais pessoas se sentam à mesa. Imaginem havermos de ter de comer capim para sobreviver, e o pior que não haveria para todos. c) Morrer de doente. Essa, sim, é uma maneira bem provável de se morrer, ainda mais se não tiver dinheiro no bolso para custear um tratamento caro. Quem sabe, morrer na fila esperando que chegue sua vez para ser finalmente atendido, numa fila interminável a perder de vista. d) Morrer de medo. Até que é bem possível de acontecer do jeito que as coisas estão hoje em dia numa total insegurança, com medo de sair à rua seja dia ou noite em vista da insegurança que nos cerca por todos os lados. Ou medo de perder a aposentadoria se o país vier a falir. Podemos ainda morrer de vergonha por tudo que acontece e pela nossa grande parcela de culpa, pois também somos responsáveis pelo fracasso social que se alastra a nossa volta, causada por essa indiferença que temos pelo nosso semelhante, sem nos importarmos em nenhum momento com o que acontece ao lado. Isso não dá para negar, não dá para negar essa culpa que querendo ou não temos de carregar, talvez até indefinidamente se não mudarmos essa nossa consciência e maneira de pensarmos e vermos as coisas. Não podemos de forma alguma continuarmos sendo cegos a tal ponto. Mas quem gostaria realmente ou teria coragem suficiente de saber a data, dia e hora de sua morte, de seu último suspiro, com esse seu compromisso inadiável com o além para saber o que tem do lado de lá?
02/06/2025
1 Curtidas
Sua opinião é importante para nós, escolha um artigo e fale sobre ele.
Nossos artigos foram feitos para informar, inspirar e despertar novas ideias. Explore o blog, encontre temas que te interessam e aproveite a leitura. Cada post é uma nova oportunidade de aprender algo valioso!