CELIBATO MATRIMONIAL.

Quantas vezes você já não sentiu vontade e necessidade de sair porta afora, desfrutando de total liberdade de ir e vir, sair sem destino certo para onde bem desejar e sem hora para voltar? E como isso é necessário e faz falta na vida de um homem, principalmente quando acha que vive aprisionado sem poder tomar as atitudes que bem entender. É difícil viver uma vida onde fica devendo explicações sobre o que faz e o que deixa de fazer, sentindo-se até vigiado conforme o caso. O tempo passa e você vai acumulado amarguras e guardando angústias dentro do peito, as vezes com uma vontade imensa de gritar “quero ser livre”. De repente você também se sente só, e o pior de tudo é se sentir só acompanhado. Vai aumentando cada vez mais aquela vontade de sair voando como um passarinho livre e sem destino, voando bem alto e longe dessas aflições que você vive, e que tão mal fazem para o seu psicológico que dia-a-dia fica cada vez mais abalado, e quando você percebe a sua saúde já começa a ficar comprometida. Começa a sofrer de depressão, perdendo o entusiasmo em fazer determinadas coisas e a vontade de viver sua vida plenamente. Quantas coisas que deseja ficam para “depois”, um dia que nunca chega enquanto o tempo passa e seus dias de vida diminuem. Daí você começa a pensar o que afinal está fazendo da sua vida vivendo assim. Você não cometeu crime algum para viver aprisionado, apenas pensou um dia no passado que desejava ser feliz. Mas para muitas pessoas não é assim que funciona, pois os pensamentos mudam, as vontades e necessidades de vida também. Os erros cometidos no passado na vida acontecem justamente porque não se consegue conhecer a si próprio como deveria, nem mesmo se tem uma bola de cristal para ver como será o futuro. Você não pode e não deve insistir em continuar vivendo um erro, e nem mesmo se sentir culpado pela situação, porque as coisas acontecem devido a nossa emoção que é involuntária, pois não podemos ter controle sobre os nossos sentimentos. O que um dia existiu pode de repente terminar, deixar de existir pelos mais variados motivos. E também não é justo por você se sentir infeliz, fazer outro alguém também infeliz. É como comer feijão e arroz todos os dias, ninguém aguenta e perde a graça, pois seu íntimo fica desejando outros sabores, de outras refeições acompanhadas de cumplicidade física e intelectual, que se tornam ausentes em muitos relacionamentos. É como se os assuntos se esgotassem e não tem como viver apenas um olhando para a cara do outro. Pois casamento pode vir a ficar assim, em completa monotonia e insatisfação para uma das partes ou até para ambos também. Casamento é o legítimo celibato matrimonial.

03/06/2025 0 Curtidas