ENFIM SÓS.

De repente, tal como em tantos encontros que acontecem entre um homem e uma mulher, ambos jovens, solteiros, alegres e cheios de vida, se encontram ao acaso, se conhecem a passam a namorar enquanto ela a dizer: - Meu bem, meu bem, meu bem... O tempo passa e enquanto namoram os dois “morrem de vontade” de ficarem sempre juntos, até que surge fatalmente a idéia de casamento, porque o que querem é viverem sob o mesmo teto, custe o que custar. E assim, vivendo um pensando no outro o tempo todo, apaixonados e cheios de tesão, se programam e fazem mil planos, cálculos e mais cálculos de seus ganhos para que possam finalmente então casarem. Eis que acontece o tão esperado e desejado casamento com lua-de-mel e tudo aquilo que se tem direito. Tudo é alegria, tudo é felicidade e os pombinhos passam o tempo todo sorrindo, até parecendo que um nasceu para o outro e que casal mais feliz, é o que todos dizem. O tempo vai passando e parece que a tal lua-de-mel será eterna tamanho o entusiasmo do jovem casal, sempre andando de mãozinhas dadas ou bem abraçadinhos, trocando mil beijinhos. Que maravilha! Passa-se o tempo e ela por descuido então engravida. A princípio ficam um tanto assustados com a notícia mas ao mesmo tempo alegres, pois vai chegar um bebê para alegrar ainda mais o casal. Os nove meses parecem uma eternidade a passar quando finalmente vai nascer a criança. Tanto faz se é menino ou menina, o importante é que nasça forte e saudável. Em virtude do nascimento da criança, decidem que a mamãe deve então ficar apenas em casa somente se dedicando à família e ao lar-doce-lar. Consequentemente, reduz a renda familiar enquanto as despesas só aumentam. O marido, coitado, começa a ficar meio atrapalhado e sozinho começa a ficar difícil dar conta do recado. E sem dinheiro suficiente começam as dificuldades, começam os desentendimentos, começam a surgir os problemas conjugais. De uma hora para outra tudo se transforma, o relacionamento que antes era maravilhoso, começa a ficar então desgastado devido a tantos problemas, reclamações, trocas de fraldas e tudo mais. Parece que fica tudo cada vez pior. A mulher pensa em recomeçar a trabalhar novamente, mas logo eles desistem da idéia, já que o salário que receberia mal daria para pagar o maternal e demais despesas decorrentes de sua ausência do lar. Opta por ficar em casa lavando, passando, cozinhando, enfim, cuidando da casa, transformada numa bruaca. Nesse meio tempo, o casal começa a sentir saudades dos tempos passados quando eram ambos solteiros, livres e sem compromisso, enquanto a bagunça progride no lar-doce-lar. O relacionamento já deu o que tinha que dar, acabou a paciência. E decidem se separar. Eis que ela então ela bate o pé e diz: - Meus bens, meus bens, meus bens. Não foram felizes para sempre...

03/06/2025 4 Curtidas